O Indicador de Intensidade Setorial (IIS) que compara a participação de cada atividade econômica no total de processos trabalhistas com a quantidade de vínculos formais de emprego do setor mostra que o setor de transporte metroferroviário de passageiros está entre as atividades econômicas com maior litigiosidade relativa no Judiciário trabalhista.
Desenvolvido no Observatório da Justiça do Trabalho da BT Créditos, o novo índice busca responder se determinado segmento litiga mais, menos ou exatamente na proporção esperada para o tamanho que ocupa em relação aos postos de trabalho com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2025.
O transporte metroferroviário de passageiros ocupa a 9ª posição do ranking do IIS com 5,15, o que significa que a participação do segmento nos processos trabalhistas representa mais de cinco vezes a participação do setor no emprego formal. A atividade somou 6.981 processos no ano passado, associados a uma base de 33.299 vínculos formais – o equivalente a 2.096,5 processos para cada 10 mil vínculos.
As informações constam no levantamento, contratado pela BT Créditos, que analisou 5,04 milhões de novas ações trabalhistas que ingressaram no biênio 2024-2025 pela base de dados da Data Lawyer.
“O estudo não atribui uma causa específica ao resultado observado no setor de transporte metroferroviário de passageiros. O IIS é uma convenção analítica desenvolvida pelo Observatório e não corresponde a uma classificação jurídica ou regulatória das atividades. O indicador apenas identifica essa diferença de intensidade, mas não estabelece, por si só, as razões que estão por trás dela”, explica o coordenador técnico do estudo, Carlos Ragazzo, que também é professor da FGV Direito Rio.
“Com quase sete mil processos trabalhistas associados à atividade, o setor ganha uma dimensão diferente quando o volume é colocado em perspectiva com a base de mais de 33 mil vínculos formais. É justamente essa relação que o novo IIS permite enxergar e que não aparece quando observamos apenas o número absoluto de processos”, comenta o fundador da BT Créditos, Rafael Lima.
“Uma das propostas do Observatório é acompanhar esses indicadores ao longo de um período maior de tempo. Com novas edições periódicas do estudo será possível observar se a intensidade identificada se mantém e como essa posição evolui em relação às demais atividades econômicas”, acrescenta o CEO da BT, Claudio Lensing.
Os dados completos do estudo, a metodologia e os recortes do levantamento estão disponíveis para download gratuito no site Observatório da Justiça do Trabalho.

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